PARA ONDE VÃO OS PLÁSTICOS?
05/12/2018 16:29 em Sebrae Acontece

PARA ONDE VÃO OS PLÁSTICOS?

 

O Giro do Pacífico Norte tem se caracterizado pela grande quantidade de detritos plásticos originários da costa oeste dos EUA e da Ásia que formam o que é conhecido entre ambientalistas como plastic patch (remendo plástico, em tradução livre). Em outras palavras, é uma área do oceano com grande concentração de poluentes e que afeta não apenas o ecossistema da região, mas em última análise a vida e a saúde do próprio homem.

Trata-Se de uma grande concentração de todos tipos de plásticos, desde garrafas e embalagens, até microplásticos, que são partículas pequenas e extremamente tóxicas de plástico.

Na natureza, os produtos plásticos, passam por um processo de quebra mecânica realizada pela chuva, pelos ventos e pelas ondas do mar, que fazem com que os produtos se fragmentem em pequenas partículas plásticas que se caracterizam como microplástico. Estas partículas são tão abundantes que acabou se tornando parte do ecossistema. Plânctons e pequenos crustáceos se alimentam deles, se intoxicam, e, consequentemente, fazem o mesmo ao serem comidos por pequenos peixes. O processo vai se repetindo até chegar aos grandes peixes, como o atum, e, finalmente ao próprio ser humano.

O microplástico absorve com facilidade outros tipos de poluentes que se encontram no mar, como pesticidas, metais pesados e outros poluentes orgânicos persistentes (POPs). Isso faz com que o nível de contaminação aumente e os danos à saúde sejam ainda maiores. Entre os problemas de saúde causados pelos POPs estão diversos tipos de disfunções hormonais, reprodutivas e neurológicas.

Pesquisas realizadas no Brasil comprovaram que alguns peixes apresentam alto índice de toxinas pesadas em seu organismo e isto está diretamente ligado à poluição dos plásticos. Acredita-se que aparecimento de tumores nas tartarugas, principalmente nas tartarugas-verdes, podem ser resultado da presença de resquícios químicos de pesticidas organoclorados e bifenilos policlorados (PCBs) lançados nos rios.

 

A grande quantidade de plástico usada no nosso dia-a-dia, nos leva a refletir sobre nossos hábitos de consumo. Há de se reconhecer a importância deste material em nossa sociedade, conferindo conveniências e contribuindo para o desenvolvimento, mas igualmente cabe a reflexão sobre a parcimônia que devemos incorrer em seu uso.

Se você ainda não tinha dado muita atenção ao problema do plástico oceânico e de sua transformação em microplásticos, é bom ficar atento. Uma pesquisa confirmou as suspeitas de que esses pequenos fragmentos de plásticos são capazes de contaminar o organismo humano através da cadeia alimentar. Agora é oficial: além do sal, da água, do ar e dos alimentos, os microplásticos estão também no nosso corpo - e o pior é que as consequências disso para nossa saúde ainda são desconhecidas.

Um estudo, de pequenas proporções, comprovou a presença dos microplásticos nas fezes humanas. Conduzida pelo médico Philipp Schwabl, pesquisador da Divisão de Gastroenterologia e Hepatologia da Universidade de Medicina de Viena, na Áustria, a pesquisa teve oito participantes da Europa, Rússia e Japão e encontrou partículas de microplásticos nos resíduos biológicos de todos eles.

Fonte: https://www.ecycle.com.br/index.php

 

 

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